Contingente equilibrado de soldados nas trincheiras da guerra eleitoral confunde os eleitores

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Cerca de 100 anos antes do início da ditadura que desembarcou tropas nas ruas brasileiras, os militares tiveram outra encrenca: a Guerra do Paraguai. Naquele tempo a luta foi contra um insano chamado Francisco Solano Lopes que queria chegar a Copacabana de qualquer maneira, ocupando um espaço do território brasileiro para chamar de seu. Ele não admitia não ter onde pegar um bronzeado.

Naquele mesmo tempo o chumbo era grosso, não havia guerrilha, como nos anos 60 e 70 aqui no Brasil, quando surgiram anônimos como Dilma Rousseff e que pouca ou nenhuma contribuição deram, fazendo com que a ditadura apenas fosse endurecida e prolongada. A abertura só chegou após negociações e manifestações pacíficas e ninguém tem coragem de dizer a verdade.

Agora a guerra é outra, muito diferente dos modelos que conhecemos no passado. Mas muitos não sabem que pode ser mais sórdida e mortífera que a do Paraguai ou a declarada pelos generais contra a sociedade em 1964.

As pesquisas são um fenômeno mundial, uma ferramenta que pode alterar o comportamento do cidadão: sua preferência alimentar, sua aparência, seu estilo de vida e especialmente o seu voto. Existe a figura dos institutos de pesquisa que a cada período eleitoral disparam suas verdades em percentuais estatísticos. Poucos têm boa pontaria para um resultado científico. Muitos despejam seus indicadores dependendo da conveniência financeira. Artilharia pesada em tempos que não guardam mais heróis.

De um lado o Brasil vê o exército vermelho, cujos comandantes têm alguma experiência mal sucedida em guerrilha, comandado pelo marechal Lula que nunca deu um tiro a não ser na ingenuidade do povo. De outro o exército amarelo, cujo estrategista é o elegante engomado FHC que ficou entrincheirado bem longe do território brasileiro quando a corda apertou.

Ambos com seus exércitos numericamente empatados, procuram disparar um contra o outro os percentuais de preferência do eleitor, índices de rejeição e outras armas. E aí chegam os tais institutos com seus dados: o Datafolha anuncia 52% Dilma x 48% Aécio no dia 22/10; um dia antes o Verita apurou 53,2% Aécio x 46,8% Dilma. Só para dar dois exemplos que se repetem ao longo das semanas e meses que antecedem as eleições.

A ciência estatística e seus métodos são universais, mas quem garante a isenção na tabulação dos resultados?

Não que os institutos sejam capazes de vender resultados, mas estaremos diante de uma ferramenta imprecisa se verificarmos com lupa o trabalho de todos os pesquisadores. Mas se a intenção é mesmo a de confundir, então a artilharia está correta em tentar alistar nas suas fileiras, cada um dos candidatos, os votos úteis.

No dia 8 de outubro a Revista Época estampou 54% Aécio x 46% Dilma. Ou a Dilma e seu marechal gabiru são mesmo um fenômeno, ou o resultado Datafolha, questionado nas últimas horas pelas redes sociais, é o mais confiável.

E a guerra continua. Aécio quer retomar o território onde seu partido PSDB deixou uma moeda forte nos cofres. Dilma não quer perder nem as 200 milhas do mar territorial onde, aliás, está instalada a maior fonte que abastece há 12 anos o seu quartel general, comandantes e comandados.

Parte da inteligência do exército de Dilma já foi capturada e presa. Mas a emboscada em que se meteram não tinha a presença de Lula que saiu ileso. Dilma já ocupa a Venezuela, Colômbia, Cuba e está de olho no continente africano. Disse em pronunciamento que o mundo deveria bater um papo agradável com o Estado Islâmico e seus líderes que decaptam ocidentais. Esse é o perfil do jeitinho meigo de Dilma Rousseff que tem hoje um currículo de fazer inveja a qualquer iraniano. Mas ela vai dizer que não sabia de nada.

Aécio, netinho querido do vovô Tancredo Neves que foi e não foi presidente do Brasil, não consegue trazer a faca nos dentes para enfrentar o exército vermelho que é capaz de tudo. Se ele tem a pretensão de ser eleito, deve aproveitar o último debate na sexta-feira 24 para mostrar que é bom de briga também. O seu exército, segundo as pesquisas, está repleto de soldados que têm muito a perder se ele não tomar o Palácio do Planalto no próximo domingo.

Lula e Dilma têm muito mais a perder, mas seus soldados não têm nada a ganhar, a não ser o vergonhoso e indigno bolsa-qualquer coisa. Enquanto isso, no front, os institutos bombardeiam os eleitores com seus números e previsões. Até para escolher a forma de sofrimento está difícil no Brasil.

Max de Quental\Notibras

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