Mais mulheres na Câmara Legislativa

Bancada feminina aumenta para cinco deputadas. Primeiro desafio é definir prioridades
Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

liliane roriz

A participação feminina aumentou na Câmara Legislativa do DF. Na próxima legislatura, serão cinco deputadas na Casa. As estreantes Telma Ruffino (PPL) e Sandra Faraj (PSD) se juntam à veterana Luzia de Paula (PEN), que assumiu mandato nesta legislatura na condição de suplente, e às deputadas distritais reeleitas Celina Leão (PDT) e Liliane Roriz (PRTB).

A nova bancada feminina deve se reunir em breve para definir as prioridades dos próximos quatro anos e definir quem ocupará a Procuradoria Especial da Mulher na Casa, proposta pela suplente de deputada Rejane Pitanga (PT) e aprovada dois anos atrás. Dentre as atribuições do órgão está a de receber, examinar e encaminhar às autoridades competentes denúncias de violência e discriminação contra a mulher e atuar na fiscalização de políticas públicas que visem a igualdade de gênero.

“Vamos nos sentar para definir projetos prioritários para a causa feminina”, sugere Celina Leão, reeleita para mais um mandato. Com o aumento da bancada, ela diz esperar que melhorem as políticas públicas para as mulheres “e que tenha mais dotação orçamentária”.

Vaidade

“Não sou lady, princesinha”, dispara, emendando que, embora o cuidado com a aparência faça parte do universo feminino, ela está mesmo preocupada é com o conteúdo. Característica que todas as eleitas e reeleitas compartilham. “Cada uma tem um status político conquistado. Não caiu do céu”, diz.

A vaidade, é facilmente conciliada com a rotina, apesar da simplicidade de Celina, que é comumente vista de tênis e até de botinas. “Algumas vezes, estou um pouco mais arrumada, porque o ambiente pede, mas eu priorizo conforto”, resume ela, que, no primeiro ano de mandato, era considerada musa. “Depois, eu virei leão”, brinca, fazendo trocadilho com o sobrenome.

Por uma Procuradoria atuante

Prestes a entrar no segundo mandato, Liliane Roriz carrega no nome o peso de uma história política tradicional no DF: é a filha mais nova do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

Liliane diz ter ótimas expectativas para o próximo mandato, com o reforço na bancada. “Eu acredito que agora vamos poder trabalhar realmente pelas causas da mulher. Principalmente com o combate à violência, que é uma coisa que me preocupa muito”, explica.

Liliane diz que é preciso “fazer uma ligação” com o Ministério Público, por meio da Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, para uma atuação mais eficiente.

A filha mais nova do clã Roriz diz esperar que a Procuradoria da Mulher tenha uma atuação mais efetiva na Casa, já que não houve tempo hábil para ações em defesa da mulher nesta legislatura, conforme pontua.

E destaca o perfil das colegas eleitas: “As deputadas escolhidas pelo povo já têm representação na cidade e são conhecidas pelos trabalhos que desenvolvem”.

Personalidade forte e determinada
Com simplicidade e muita simpatia, Telma Rufino não é mulher de rodeios: “Não precisa me chamar de senhora”. Quando tomar posse, ela diz que pretende se juntar às demais deputadas “para fazer o melhor” em prol das mulheres durante o mandato. E, principalmente, pelas famílias.

Surpresa das urnas neste ano, Telma fará sua estreia como deputada distrital a partir de janeiro. Mas, nos corredores da Câmara Legislativa, já comenta-se que ela tem personalidade forte e é determinada. “Eu não deixo nada me abalar não. Só Deus”, dá seu recado, quando é questionada sobre o preconceito que poderá enfrentar na Casa.

“Não estou indo para ser mais uma. Estou indo para trabalhar mesmo”, afirma, deixando claro por que sua fama já se espalhou pela Casa. “Se Deus e o povo me deram a oportunidade de estar lá, é por que confiam em mim e sabem que vou representá-los muito bem”, resume.

Passado

A política aconteceu na vida dela por acaso, como ela mesmo faz questão de exaltar. ”Sempre briguei para evitar a derrubada de casas de famílias carentes”, cita, lembrando o passado de presidente da Associação de Moradores de Arniqueiras e Áreas Regularizadas.
Dona de casa e “mãezona”, Telma destaca que “está” deputada. “Se você não tiver o pé no chão, você se perde na política”, afirma.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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