Tribunal de Contas do DF está à espera das contas de Agnelo

Ex-secretário da gestão petista, conselheiro Paulo Tadeu garante que não beneficiará ex-companheiros

Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

Relator das famigeradas contas de 2014 do ex-governador Agnelo Queiroz no Tribunal de Contas do Distrito Federal, o conselheiro Paulo Tadeu tem dado mostras de que não será influenciado pelo antigo partido – o PT – ou será sensibilizado por ter participado da administração do petista, como secretário de Governo, no início da gestão passada.

Recentemente, Tadeu relatou processos que apontaram indícios de irregularidades na gestão do ex-companheiro, a exemplo da locação de painéis pelo Detran-DF, cujos pagamentos foram suspensos, por indícios de superfaturamento e direcionamento da licitação.

“Quando há, claramente, a intenção de desviar dinheiro público, somos implacáveis. Doa a quem doer, vai ter que responder. Eu sempre espero que não ocorra desvio  e nem mesmo erros na gestão pública, porém, quando ocorre, temos que exercer nossas funções”, afirmou Tadeu, enquanto ouviu a Hora do Angelus, pelo rádio de seu gabinete.

 Contas de 2014

A expectativa sobre a chegada das contas de 2014 é grande no gabinete do conselheiro. “É claro que o corpo técnico do Tribunal, em conjunto com nosso gabinete, já vem acompanhando as contas de 2014. Agora, os números que estão chegando ao Tribunal de Contas serão fundamentais para que tenhamos um posicionamento  claro e transparente”, explicou, lembrando que os relatórios com os números ainda estão na Câmara Legislativa.

A expectativa das pessoas em relação ao julgamento das contas  do ex-governador petista é natural, conforme  conselheiro: “As pessoas querem saber se o governo deixou ou não recursos no caixa, se cumpriu com a legislação, principalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

ano eleitoral

Pelo fato de 2014 ter sido um ano eleitoral, Tadeu  explica que há um série de elementos que precisam ser analisados. “Evidente que o parecer que vamos emitir será  técnico, sem qualquer  elemento político”, garantiu.

Se o governo cumpriu com o que determina a legislação, “evidentemente que o parecer será no sentido de aprovação”. Por outro lado, diz o conselheiro, “se o governo descumpriu elementos fundamentais, não há o que fazer a não ser propor, no  parecer, a reprovação das contas”.

O que não é legal, alerta o conselheiro, “é a tentativa de aprovar ou reprovar as contas antes de conhecer o que de fato aconteceu no âmbito do governo”.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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