Márcia Rollemberg: A voz da sensatez no GDF

“As pessoas vão cobrar e elas têm o direito de cobrar. As pessoas pagam impostos e têm o direito de querer as coisas organizadas. Agora, é preciso explicar mais a crise. Então, essa capacidade de comunicação, talvez, precise ser ampliada” (Márcia Rollemberg).

Por Professor Chico

Esta frase faz parte de ampla entrevista da primeira dama do DF, Márcia Rollemberg, ao jornal Correio Braziliense de hoje, domingo (21).

Não me recordo de uma declaração mais correta que esta, nesse governo. As inúmeras derrotas impostas ao governador Rollemberg junto à comunidade e, principalmente, à Câmara Legislativa devem-se, basicamente à centralizadora e, portanto, ineficiente comunicação de seu governo. Lamentavelmente, também neste quesito, o atual governo tem lembrado e muito o anterior, de Agnelo Queiroz.

Economia de palitos e “terra arrasada”

Os cortes propostos e os já praticados pelo governo de Rollemberg, tendo como base o discurso da “terra arrasada”, além de não convencer o eleitor que não elegeu um governo para fazer papel de carpideiras*, não se justificam no sentido de promover a economia anunciada, como afirmam estudos sobre a anexação e extinção de algumas regionais administrativas, por exemplo, e que serviram como justificativa à CLDF para impor ao governador a humilhante retirada de pauta da proposta.

Voltando à comunicação, e à lúcida afirmação da primeira dama sobre o tema, alguém do círculo do governador precisa ter coragem e sensatez para informá-lo de que ele pode dispor de uma eficiente estrutura de comunicação, (aliando comunicação e publicidade, pois só assim funciona, e por este motivo foi ineficaz para Agnelo Queiroz), “sem um centavo de custo a mais”, como se diz no popular. Pessoal ele já tem basta alterar a chamada nomenclatura e, claro, botar quem de fato entenda “do riscado”, e manter longe desse setor os que já lhe fecharam muitas portas até aqui, e os seus apadrinhados.

Em tempo: * Carpideira é uma profissional feminina cuja função consiste em chorar para um defunto alheio. É feito um acordo monetário entre a carpideira e os familiares do defunto, a carpideira chorava e mostrava seus prantos sem nenhum sentimento, grau de parentesco ou amizade

Fonte: Blog do Professor Chico

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