Liliane Roriz apresenta projeto de lei para manter restaurantes comunitários a R$ 1

Parlamentar argumenta com queda no número de frequentadores e aponta de onde GDF pode tirar recursos para impacto da despesa

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Brasília 06/01/2012- Restaurante comunitario da cidade satelite de Brazlandia no Distrito Federal. Foto:Thyago Arruda

 

A deputada Liliane Roriz não desiste da batalha de manter o preço da comida nos Restaurantes Comunitários (RCs) do Distrito Federal a R$ 1. A parlamentar protocolou Projeto de Lei na Câmara Legislativa, para incluir os restaurantes na política de segurança alimentar do GDF.

Assim, o preço da refeição nos RCs não poderá mais ser alterado por decreto do governador. Caso o PL seja aprovado, o GDF não terá dificuldades para voltar o valor das refeições para R$ 1, tampouco procurar de onde tirar recursos para arcar com os custos da comida, uma vez que serão cobertos pelo Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, como previsto no projeto da parlamentar.

O impacto da despesa com as refeições dos 13 Restaurantes Comunitários é de R$ 22,4 milhões anuais – o fundo tem garantido recursos para 2016 na ordem de R$ 68,5 milhões.

Segundo Liliane, filha do criador dos restaurantes no DF – o ex-governador Joaquim Roriz –, e que tem criticado duramente o governo desde que o preço da comida saltou de R$ 1 para R$ 3, o GDF não terá o menor problema em subsidiar o preço da alimentação nos restaurantes, uma vez que, apenas de renúncia fiscal para o próximo ano, o governo terá mais de R$ 2,5 bilhões. “Ou seja, o governo vai abrir mão de receber mais de R$ 2 bi e não pode arcar com 0,8% desse valor, para garantir comida para quem precisa?”, questiona a parlamentar.

 

Queda na frequência – Liliane Roriz enfatiza que após o aumento do preço da refeição dos Restaurantes Comunitários, decretado em 1º de outubro, o movimento nas sete unidades caiu em média 70%.

Segundo o controle na unidade da Estrutural, em 10 de setembro, um mês antes do aumento, foram servidas 2.258 refeições e marmitas. No dia 10 de setembro, o número caiu para 429, uma queda de 81%.

“Essa queda do movimento é grave. A minha preocupação é onde essas pessoas estão comendo? O que essas pessoas estão comendo?”, pergunta a deputada.

Liliane ressalta que há outro fator que aumenta a preocupação com o aumento da refeição: a crise atual pela qual passa o DF. “O desemprego hoje infelizmente é uma realidade”, diz.

Por isso ela condena a elevação do preço de R$ 1 para R$ 3. A deputada lembra que o Restaurante Comunitário foi criado para ser um projeto social, jamais com fins econômicos, para encher os cofres do governo.

 

 

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