Nenhuma construção irregular de julho de 2014 até hoje ficará de pé, afirma Agefis

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Presidente da Agefis anuncia que as derrubadas continuam e que não há acordo. “Tudo que for irregular vamos derrubar”, afirma Bruna Pinheiro

A presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, deu uma declaração forte durante audiência pública nesta segunda-feira, na Câmara Legislativa, e frustrou o auditório lotado por mais de 500 pessoas. Ele afirmou que não estava na Câmara para perder tempo e nem fazer nenhum acordo para cessar nenhuma derrubada. “As demolições vão continuar, e a prioridade são as casas recentes construídas de julho de 2014 até hoje”, disse Bruna Pinheiro.

Em acordo intermediado pela presidente da Casa, deputada Celina Leão (PDT), o governador Rodrigo Rollemberg deverá receber, hoje (8), uma comissão de parlamentares para tentar negociar o fim das ações da Agefis.

Sob vaias, Bruna Pinheiro teve que sair do auditório antes de terminar seu depoimento protegida por seguranças ao declarar que as demolições não seriam suspensas. Segundo Bruna, o objetivo das ações do órgão é “estancar o crescimento desordenado do solo” e proteger “nascentes e mananciais em Áreas de Proteção Ambiental (APA)” do DF.

“Se for preciso vamos derrubar as novas casas, aquelas que foram construídas de julho de 2014 para cá”, declarou, ao acrescentar que “as operações são feitas com GPS para monitorar o antes e depois” em áreas sem parcelamento aprovado. Ela citou, como exemplo, o condomínio 26 de setembro, que fica em APA e deveria ter até 326 edificações e, no entanto, já possui mais de duas mil casas.

O mediador da audiência, deputado Ricardo Vale (PT), alertou que caso a Agefis não interrompa as demolições neste momento, ele irá propor a abertura de uma CPI para apurar as ações do órgão. Vale, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direito Humanos, disse que o colegiado é solidário com os moradores e não concorda com a forma “truculenta” com que a Agefis está conduzindo o processo.

O deputado Renato Andrade (PR) também criticou duramente as ações da Agefis e pontuou a necessidade de diálogo entre o órgão e a Câmara Legislativa. “É preciso que haja diálogo, é preciso que a Casa seja informada do que vai acontecer”, disse. Para o deputado Rodrigo Delmasso (PTN), existem algumas medidas possíveis neste momento: “Primeiramente, eu proponho que parem as derrubadas; segundo, que as pessoas parem de construir; e terceiro, que se abra um processo de investigação para prender os grileiros”. Também se posicionaram contrários à derrubada de casas os deputados Raimundo Ribeiro (PSDB), Telma Rufino (sem partido), Wasny de Roure (PT) e Lira (PHS).

Constrangimento e humilhação – Após apresentar um vídeo mostrando as operações da Agefis, elaborado pela Comunidade Alternativa Midiática, os moradores de diversos condomínios e regiões, como Sol Nascente, Vicente Pires, Jardim Botânico, 26 de setembro, Mini Chácaras, Bouganville, entre outros, revezaram-se por mais de duas horas em protestos contra a derrubada de casas. “Entra governo e sai governo e a regularização não acontece, e agora colocam a Polícia para constranger os cidadãos que pagam impostos”, disse Lêda Cavalcante, do condomínio Estância Quintas da Alvorada. Gilberto Camargo, de Vicente Pires, disse que os moradores “foram humilhados” pelo Governo. “Não somos invasores, nem grileiros”, protestou. “A Polícia retirou pais de família algemados de dentro de suas casas; invasão de domicílio é crime”, alegou.

O representante da Polícia Militar do Distrito Federal, tenente-coronel Souza, justificou que o papel da polícia é o de mediar conflitos e que as ações de controle podem ser, às vezes, contrárias a certos grupos.

Ao final dos debates, os parlamentares presentes na audiência se comprometeram a acompanhar e intermediar o processo de negociação. (Com informações de Franci Moraes)

Presidente da Agefis anuncia que as derrubadas continuam e que não há acordo. “Tudo que for irregular vamos derrubar”, afirma Bruna Pinheiro

A presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, deu uma declaração forte durante audiência pública nesta segunda-feira, na Câmara Legislativa, e frustrou o auditório lotado por mais de 500 pessoas. Ele afirmou que não estava na Câmara para perder tempo e nem fazer nenhum acordo para cessar nenhuma derrubada. “As demolições vão continuar, e a prioridade são as casas recentes construídas de julho de 2014 até hoje”, disse Bruna Pinheiro.

Em acordo intermediado pela presidente da Casa, deputada Celina Leão (PDT), o governador Rodrigo Rollemberg deverá receber, hoje (8), uma comissão de parlamentares para tentar negociar o fim das ações da Agefis.

Sob vaias, Bruna Pinheiro teve que sair do auditório antes de terminar seu depoimento protegida por seguranças ao declarar que as demolições não seriam suspensas. Segundo Bruna, o objetivo das ações do órgão é “estancar o crescimento desordenado do solo” e proteger “nascentes e mananciais em Áreas de Proteção Ambiental (APA)” do DF.

“Se for preciso vamos derrubar as novas casas, aquelas que foram construídas de julho de 2014 para cá”, declarou, ao acrescentar que “as operações são feitas com GPS para monitorar o antes e depois” em áreas sem parcelamento aprovado. Ela citou, como exemplo, o condomínio 26 de setembro, que fica em APA e deveria ter até 326 edificações e, no entanto, já possui mais de duas mil casas.

O mediador da audiência, deputado Ricardo Vale (PT), alertou que caso a Agefis não interrompa as demolições neste momento, ele irá propor a abertura de uma CPI para apurar as ações do órgão. Vale, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direito Humanos, disse que o colegiado é solidário com os moradores e não concorda com a forma “truculenta” com que a Agefis está conduzindo o processo.

O deputado Renato Andrade (PR) também criticou duramente as ações da Agefis e pontuou a necessidade de diálogo entre o órgão e a Câmara Legislativa. “É preciso que haja diálogo, é preciso que a Casa seja informada do que vai acontecer”, disse. Para o deputado Rodrigo Delmasso (PTN), existem algumas medidas possíveis neste momento: “Primeiramente, eu proponho que parem as derrubadas; segundo, que as pessoas parem de construir; e terceiro, que se abra um processo de investigação para prender os grileiros”. Também se posicionaram contrários à derrubada de casas os deputados Raimundo Ribeiro (PSDB), Telma Rufino (sem partido), Wasny de Roure (PT) e Lira (PHS).

Constrangimento e humilhação – Após apresentar um vídeo mostrando as operações da Agefis, elaborado pela Comunidade Alternativa Midiática, os moradores de diversos condomínios e regiões, como Sol Nascente, Vicente Pires, Jardim Botânico, 26 de setembro, Mini Chácaras, Bouganville, entre outros, revezaram-se por mais de duas horas em protestos contra a derrubada de casas. “Entra governo e sai governo e a regularização não acontece, e agora colocam a Polícia para constranger os cidadãos que pagam impostos”, disse Lêda Cavalcante, do condomínio Estância Quintas da Alvorada. Gilberto Camargo, de Vicente Pires, disse que os moradores “foram humilhados” pelo Governo. “Não somos invasores, nem grileiros”, protestou. “A Polícia retirou pais de família algemados de dentro de suas casas; invasão de domicílio é crime”, alegou.

O representante da Polícia Militar do Distrito Federal, tenente-coronel Souza, justificou que o papel da polícia é o de mediar conflitos e que as ações de controle podem ser, às vezes, contrárias a certos grupos.

Ao final dos debates, os parlamentares presentes na audiência se comprometeram a acompanhar e intermediar o processo de negociação. (Com informações de Franci Moraes)

 

Fonte: Blog do Callado

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